Toda vez (e são muitas vezes) que P., meu professor de alemão, diz que “a oralidade subverte as regras”, sinto minhas mãos ficarem levemente aquecidas e mais pressinto do que sei que um sorriso tomou-me o rosto. Sei que P. pensa que isso é sinal de concordância, como se eu dissesse sem dizer: “esses falantes nativos inconseqüentes que desconsideram séculos, para não dizer milênios, de desenvolvimento gramatical desde a gênese do sistema verbal e saem por aí falando do jeito que bem entendem, ignorando a existência de todos os manuais de gramática e etc. etc. etc.” Acontece que não é bem assim... Justo eu, purista que sou (ou tento ser) penso em citar-lhe Saussure, lingüista que considerava a língua como uma “instituição social”, além de toda aquela baboseira que se aprende em IELP (muito mais do que em Lingüística) como o fato de que a língua, como instrumento de comunicação, é de natureza dinâmica e que é, por isso, impossível conter sua evolução. Acho que é esse curso de Letras que...
Comentários
aliás vc está proibida que ficar triste. pq vc me contagia e isso não está certo!