Quando estávamos no início do Ensino Médio, Andressa e eu vivíamos em um planeta bizarro . Andávamos com T., que diferente de nós era toda menininha e num primeiro momento desviava toda atenção para si, com seus olhos verdes e seu cabelo louro. Nessa mesma época tentávamos ser populares, certamente porque queríamos compensar nosso terrible time de Ensino Fundamental. Tentávamos mesmo: conversávamos com as pessoas que alguns meses depois estaríamos odiando e passávamos o intervalos com os garotos populares, que ficavam os 20 minutos do "recreio" conosco por causa de T. (que não obstante o cabelo louro, liso e comprido, e os olhos esverdeados não era tão bonita assim). Nossas tentativas foram realmente inúteis: éramos, e ainda bem que ainda somos, muito diferentes dos membros funestos daquela dita "escola técnica". Tanto que quando estávamos sozinhas, longe de T., reclamávamos porque não tínhamos nenhuma idéia suficientemente boa para escrever uma livro que se torn...
Entre as indistintas luzes do alvorecer, comprimi-se o horizonte do meu olhar. Eximi-se a vida de suas responsabilidades para com o meu ser. Pouco sabe-se do som das palavras, do sentido afora à dor. Pouco sabe-se do sentido... Conforme o tempo passa, a poesia foge das horas, deixando para trás apenas rimas pobres como herança de um paradigma impraticável. Pouco sabe-se da Poesia...
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